O que falta no diálogo das relações atuais?


 

Até março deste ano, todos tínhamos uma rotina consolidada e, diante da pandemia, percebemos a dificuldade de convivência, já que fomos obrigados a passar mais tempo dentro de casa com os nossos.

O isolamento social aproximou as famílias só que a comunicação em casa nem sempre é fácil, tanto que a violência doméstica apresentou um salto de 9% já no primeiro mês, segundo os dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.

Parto do princípio que, uma boa comunicação, é aquela em que o(s) agente(s) comunicador(es) consegue(m) expressar o que sente(m). E, na realidade, somos ensinados a não expressar em conformidade com o que sentimos desde crianças.

Você já ouviu falar em Comunicação Não Violenta? A Comunicação Não Violenta é uma abordagem para se relacionar de uma maneira mais sincera, autêntica e amorosa. Isso significa que podemos iniciar conversas transformando nossas intenções iniciais para criarmos conexão com o outro. Excluímos o modo de ataque ou defesa que aprendemos a utilizar ao longo da vida e permitimos que nossas vulnerabilidades sejam mostradas.

 Eu posso usar a Comunicação Não Violenta em todos os diálogos. Quando nos comunicamos, expressamos comportamentos na nossa fala que denunciam as nossas necessidades que são comuns a todos nós. Seja quando demonstramos raiva, frustração ou a alegria e satisfação em viver aquele momento.

 Então é bacana evitar esses três hábitos: 

Julgamentos. Muitas vezes deixamos subentendido que as intenções e opiniões do outro são ruins apenas por serem contrárias às nossas. Quando julgamos, tornamos quase impossível que a pessoa nos escute.

Comparações com outras pessoas. Cada pessoa é única e com a comparação geramos competitividade e frustração por não alcançarmos modelos determinados.

Negação da nossa responsabilidade. Transferir a culpa é negar nosso compromisso como corresponsáveis nas situações que vivemos.

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